Eita saudade da balbônica!
E aquela dorzinha aguda que brota no seio da garganta, como que se dissesse "me deixe sair daqui!", me diz se parece de verdade com a pressão no peito, empurrando de dentro pra fora, latejando a cada foto revista, a cada odor familiar aspirado, e às vistas das lembranças de sempre, seja na forma de um cigarro, de um copo, de um sorriso ou uma gargalhada, as gotículas de lágrima saltando fora dos olhos, pra depois a gente perceber que pra sempre o choro vai ser a dor da garganta, a batida do peito e a saudade de quem se ama, na forma líquida.
Daniel Ramalho
3 comentários:
absolutamente lindo, dan.
amo a forma de sentir que você empresta ao texto.
e eu imito petit!
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